Consumismo Desenfreado

3.3.17



reflexão consumo desenfreado


A partir do momento em que algo faz parte de nossa rotina diária, sequer paramos para refletir sobre o significado das coisas. O consumo é uma dessas coisas. No entanto, há uma grande diferença entre “consumo” e “consumismo”, do qual o primeiro se refere apenas aquilo que adquirimos por necessidade. Mas o que é necessidade nos dias atuais?

Desde a Revolução Industrial, a sociedade se transformou por completo. O processo de industrialização, o incentivo político a respeito dos produtos produzidos e logo em seguida, a mídia, impulsionou um consumo além daquilo que era preciso para a sobrevivência. O crescimento da tecnologia inseriu novas “necessidades” com artifícios para tornar a vida “mais rápida”, “mais prática” e, ainda assim, nos tornamos escravos do tempo.

Por meio de tanta influência vinda de todos os lados, com novos produtos sendo criados a cada dia. O sujeito deixa de buscar por sua identidade e insere os pensamentos que já foram padronizados. É criado a necessidade do “novo” e “do melhor”, em uma competição alienada por cada vez mais consumo. Quem tem mais é mais feliz.

Percebe-se que o consumismo é usado como uma maneira de se sentir feliz, mesmo que temporariamente. O homem já não sabe mais quem é, e tudo o que tem em mente é aquilo que lhe foi passado. O vazio se faz presente no pensamento, na emoção e na ação, tudo se torna artificial. Ninguém mais se preocupa com o “ser” e sim com o “ter”, tornando a angústia generalizada.

“A produção cria o consumo”, como Marx afirmou. O consumo desenfreado se espalha como uma epidemia, pois, como dito anteriormente, a pressão social e da publicidade, extingue o “ser”. Sendo assim, a busca pela felicidade é incessante, uma “satisfação substituta” como diria Freud. O consumismo já não mais satisfaz, mas a busca continua.

eduarda rozemberg

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.