Um breve relato sobre Timidez e Insegurança

27.12.16




Há muito tempo eu vejo a timidez como um grande problema, sempre deixei de fazer muitas coisas por ser extremamente tímida, inclusive deixar de falar com um garoto que tinha vindo de outra cidade para me ver. Minha timidez deve ter agravado quando eu era muito pequena e um problema enorme na sociedade começou a ser o protagonista da minha vida, o bullying, pelo fato de eu sempre ter alguns bons quilos a mais. E esse texto é uma forma de mostrar como eu lidei e ainda lido com isso.

O problema que minha timidez e minha insegurança eram tão grandes que eu nunca conseguia falar no telefone com clareza, eu nunca conseguia chegar em uma pessoa e puxar um assunto pessoalmente e além disso chamar alguém que eu possuía algum interesse parecia ser uma tarefa exaustivo que me deixava suando frio, mesmo que fosse através de rede social. Mas como tudo na vida é um avanço constante, desde que eu comecei a trabalhar (e no meu setor eu lido muito com as pessoas) eu fui melhorando, consigo falar no telefone sem gaguejar, consigo atender os colaboradores da empresa sem ficar vermelha, mas recentemente quando tive que falar em público percebi que a timidez e a insegurança ainda se faziam presente, pois eu sentia até meu rosto tremer.

Falar em público sempre foi um dos maiores problemas, apresentar trabalhos na escola parecia uma grande batalha, que eu não via a hora de acabar a aula e eu ter apresentado. Eu tremia dos pés a cabeça, dava branco, não lembrava uma linha do que eu tinha que falar e ter toda aquela atenção de todas as pessoas voltadas para mim sempre foi ruim.  Eu nunca gostei de chamar atenção, minha voz sempre foi baixa e se eu tivesse que ficar com uma dúvida, eu ficava, pois eu odiava perguntar para os professores.

A má notícia é que não há uma receita para curar a timidez e a insegurança do dia para a noite, adaptar a falar no telefone e atender as pessoas foi uma necessidade que eu tive e precisei dar um jeito, mas isso não quer dizer que vai funcionar com todas as pessoas. É um trabalho árduo que dia após dia você vai perceber alguma melhora. A dica que eu daria é tentar se arriscar mais, tentar confiar mais em ti mesmo e não no que os outros podem estar pensando, talvez o fator que desencadeou toda essa timidez acompanhada da insegurança foi eu me importar tanto com o que os outros pensavam de mim.

Portanto, se você ver que está deixando de fazer coisas essenciais na sua vida por causa da timidez, tente procurar uma saída e se ver que não sabe achar uma solução para isso, tente conversar com alguém sobre o assunto ou até mesmo procurar um psicólogo, talvez a saída seja essa, mas não deixe de fazer as coisas por motivos que só existem na sua cabeça em momento algum. 


2 comentários:

  1. O bullyng me fez uma pessoa introvertida, metrosa e com muitos problemas para se relacionar com as pessoas. Eu era e ainda sou a pessoa que fica calada no meio das conversas, sem saber como me introsar. Até mesmo no último período da universidade eu sinto mal estar em apresentar trabalhos ou debater minha opinião, coisa que eu nunca faço. E fora que eu faço licenciatura, em frente aos alunos eu me sinto bem mais segura e perdi o trauma porque eu sei que eles não me veem com olhar negativo, só que apresentar trabalho na universidade tem mais pressão.
    Ainda não superei tudo isso, mas é algo que pretendo mudar até para ser uma pessoa melhor, porque nunca serei a pessoa que eu quero ser se não superar a timidez e a introversão. Até escrevi um post sobre o mesmo tema no meu blog.
    Sei que é errado deixar tudo pra amanhã... mas vou tentar dar os primeiros passos, se a gente nunca se impôr sempre seremos reféns dos nossos medos.
    Parabéns pelo texto <3

    De cara com a Juh

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  2. Amei o post, não sei bem se sou uma pessoa timida, consigo me apresentar em trabalhos da faculdade, faço teatro, mas sei que sou muito insegura e dependendo da situação eu começo a suar, a ansiedade vem à tona e isso me prejudica muito pois eu me fecho em meu próprio mundinho, tenho dificuldade em fazer amizades ou até mesmo manter uma conversa, pensamentos do tipo "O que será que essa pessoa vai achar de mim?" vem à minha mente e isso me impede de aproveitar momentos que poderiam ser únicos e especiais, sou estudante de Psicologia e faço terapia e tenho procurado melhorar isso, tenho certeza que o autoconhecimento e a ajuda de um profissional poderei lidar melhor com estas situações. Parabéns <3
    http://sejaamavel.blogspot.com.br/

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