Quando eu decidi ser Psicóloga

19.10.16


Com esse clima de pré-enem eu me senti inspirada a falar sobre a minha formação. Eu finalizei o ensino médio no ano passado e estava com aquela pressão na cabeça: "que profissão escolher?". Sei que muitos passam pela mesma coisa, e pode ser que ler alguém falar de sua experiência não seja de grande ajuda, mas talvez uma tranquilização, quem sabe? Afinal, todos passamos por isso. Então, afinal, por que eu escolhi psicologia? Me acompanhe!





Ao contrário de muitos, eu nunca fiz nenhum teste vocacional, embora eu tivesse muita vontade de fazer. A minha relação com o ensino médio nunca foi boa, então pensar em estudar mais já me dava aquele desânimo prévio. Como eu tenho aprendido, o ser humano é previsível, então eu não devo ser a única pessoa que passou por isso. Todos temos aquelas inseguranças, falta de vontade e de desejo, e as vezes nem mesmo sabemos o que fazer da vida. Se você ainda não passou por isso, alguma hora vai passar.

No meu caso, cheguei ao fim do ensino médio sem decidir nada, preocupada em passar no enem (coisa que não aconteceu) e sem nem saber que curso escolher. Chegou uma hora que eu parei para pensar em "o que eu gosto de fazer, afinal?". Escrever. Essa foi a minha resposta. Foi quando eu decidi fazer uma graduação em letras. Gostaria de ser tradutora de livros, escritora, revisora, quem sabe até ser professora caso nada desse certo? (E não gente, não estou desmerecendo quem é professor, só não é realmente o que eu queria fazer com o curso, entende?) Porém, o fato de eu não ter conseguido entrar para a universidade federal do meu estado me desestabilizou por completo. E agora? 

Eu sempre gostei muito da complexidade da mente humana, o que nos motiva e aonde queremos chegar. Isso por causa da escrita, uma coisa que sempre amei é criar personagens variados. Mas não foi só isso que me influenciou na escolha de escolher a profissão de psicóloga. Vocês podem rir de mim, porém, as coisas que passaram na minha cabeça foi: "ah, eu sempre fui de dar conselhos", "eu tenho mais facilidade em escutar do que falar", "acho que a psicologia pode me ajudar a me entender melhor", "não tem matemática, é só ler, vou me dar bem", entre outros. 

Que ingenuidade a minha, não? Afinal, dei de cara com estatista logo no segundo período; se eu quisesse realmente me entender, devia ir direto para terapia em vez de estudar o assunto; conselhos? Amigo, se você acha que psicólogo dá conselhos, você está totalmente enganado, ele apenas te ajuda a achar um caminho para que você "dê conta" de resignificar o que está te deixando angustiado; e apesar de ter mais facilidade em escutar, não quer dizer que você não vá falar. Sim, meus caros, eu tinha uma fantasia na mente que foi totalmente frustrada, mas isso não quer dizer que eu não esteja gostando do curso, muito pelo contrário.

Ainda estou no início do meu caminho como uma profissional, ainda assim, percebi que com a psicologia, posso estar satisfeita quando chegar lá. Ela me permite que eu conheça mais sobre emoções e comportamentos, saber sobre a vivência e como cada particularidade faz cada pessoa. O conselho que eu tenho para dar com a minha experiência é: escolha o que você gosta e o que te faz feliz. E apesar de eu não concordar com a frase "Escolha um trabalho que você ama e você nunca terá que trabalhar um dia sequer na vida", é verdade que viverá bem melhor com suas próprias escolhas.




11 comentários:

  1. Olá Eduarda,
    Sempre me perguntei que profissão escolher. Quando estava no segundo ano e comecei a trabalhar, quis fazer direito, mas o curso era caro e eu não poderia passar numa federal. Mudei de opinião para Gestão financeira, pois sempre gostei de números, mas, ah, meu sonho sempre foi fazer Engenharia. Qualquer uma, mas o amor pela construção civil, me fez escolher Engenharia Civil. Após um ano parada, sem estudar nada, entrei no curso de engenharia e não poderia ter sido mais feliz, mas preciso dizer que tenho muitos amigos que tiveram motivações parecidas com as suas, mas que, no final, escolheram bem e se deram bem.
    Beijos ♥
    Um Oceano de Histórias

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  2. Eduarda
    Gostei do seu texto, me deixou com vontade de ler até o final. Acredito que com ele você já estará ajudando algumas pessoas a encontrar seu caminho. Eu sempre gostei de matemática, e nunca gostei de escrever, mas desde pequena dou apaixonada por livros, por isso minha opção foi ciências da computação. Mas eu já estou agora é querendo aposentar.
    abraços
    Gisela
    www.lerparadivertir.com

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  3. Olá, Eduarda.
    Quando estamos próximos de escolher que caminho tomar para nossas vidas, no sentido profissional, sempre ficamos em dúvidas. Sem falar que muitas vezes escolhemos com um pouco de ingenuidade, como foi seu caso.
    Tenho certeza que a sua postagem ajudará muita gente.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de outubro. Serão dois vencedores, dividindo 5 livros.

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  4. Os anos passam, gerações vem e vão e os dilemas continuam os mesmo. Eu decidi rápido o que queria fazer na faculdade acho que já sabia desde sempre, quando brincava com aqueles blocos de construir. Bem uma coisa é certa e você resumiu tudo, trabalhe no que gosta isso encurta muito o caminho para a desilusão.
    Bjs

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  5. eu acho o campo da psicologia bem interessante, embora não seja meu forte... por isso, não me atreveria a tentar como profissão...
    sobre ser professora caso nada mais desse certo... sinto dizer mas não é algo que pensamos fazer quando nada parece promissor, é preciso ter a vocação, ainda mais sendo uma profissão tão desvalorizada em nosso país... as dificuldades são gritantes e tem que ter muita vontade MESMO pra entrar, ficar a fazer a diferença...

    bem, espero que sua escolha na psicologia seja a escolha mais certa pra vc... e se sentir mais na frente que não é, mude a direção...

    bjs ^^

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  6. Olha, eu não gosto e nem acredito em teste vocacional. Me formei tem um tempinho, já passei dos trinta e ainda quero fazer outros cursos. Acho tão complexo decidir o que vai fazer para o resto de sua vida aos 18. Fico a imaginar o ônus do pensamento, ‘se nada der certo, viro professora’.

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  7. Oiii Eduarda, como vai?9
    Decidir isso é realmente muito dificil, decidi que queria ser professora com 19 anos, porém tive algumas mudanças em cursos, mas sempre voltado a educação, se você ama mesmo essa profissão que escolheste vale a pena tentar e quando encerrar, terá a vida inteira para fazer outros e conhecer outras areas.
    Beijinhos

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  8. Olá!
    Muito legal a sua ideia de trazer sua experiência.. eu quando acabei o ensino médio, pensei e agora? o que eu vou fazer? Passei uma ano mais ou menos tentando me achar, e entrei no cursinho, comecei a trabalhar e passei na faculdade para Letras, mas eu não sabia que tinha passado e acabei perdendo o dia da documentação.. mas esse ano estou fazendo novamente e sempre de olho.. acho muita pressão escolher logo uma profissão para o resto da vida, logo que sai do ensino médio.. mas vai dando tudo certo ao longo do caminho..

    Beijos!
    https://lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br/

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  9. Olá, adorei conhecer mais de suas experiências e o porque de você ter decidido seguir esse caminho.

    Abraços

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  10. Eduarda, eu concordo com você sobre a ideia de ler sobre alguém perdido no que fazer quando terminou ou está pra terminar o ensino médio ajudar.
    Ajuda porque percebe-se que não somos os únicos indecisos.
    Nossa, eu pensava em nada e em tanta coisa que na época que fiz não tinha só ENEM, então em cada universidade me inscrevi em uma coisa e acabei na que menos achava provável: LETRAS.
    Adorei seu post sobre a carreira que você escolheu pra você.
    Será uma longa jornada, mas que valerá a pena.

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